A Origem

Muito antes de os reinos terem nomes, antes das muralhas, dos reis e das guerras, os antigos habitantes destas terras contavam os dias de uma maneira diferente. Não falavam simplesmente em dia e noite. Falavam em luz e ausência de luz. Nos manuscritos mais antigos encontrados nas ruínas do norte,…

NYTH

Where the light falls silent.

Muito antes de os reinos terem nomes, antes das muralhas, dos reis e das guerras, os antigos habitantes destas terras contavam os dias de uma maneira diferente.

Não falavam simplesmente em dia e noite.

Falavam em luz e ausência de luz.

Nos manuscritos mais antigos encontrados nas ruínas do norte, uma palavra aparece repetidamente:

NYTH

A grafia varia entre os fragmentos — niht, nyht, nyth, nyght — como se diferentes gerações tivessem tentado preservar uma palavra cujo significado já não compreendiam completamente.

Para os antigos, porém, Nyth não significava apenas a noite.

Era o instante em que a luz desaparecia.

Era o momento em que o mundo parecia prender a respiração.

Era a sombra que atravessava o céu.


O Eclipse

Segundo a tradição, houve uma época em que o sol nunca desaparecia.

Durante séculos, a luz permaneceu sobre as terras de Thal... até a noite em que o céu mudou.

Sem aviso, uma sombra atravessou o sol.

Não foi uma noite comum.

As estrelas surgiram enquanto ainda era dia. As fogueiras perderam sua chama. Os animais silenciaram. E, por alguns minutos, todo o mundo permaneceu sob uma escuridão que nenhum homem havia testemunhado.

Os antigos chamaram aquele acontecimento de:

The First Nyth.

O Primeiro Nyth.

Quando o sol voltou a brilhar, alguma coisa havia mudado.

Reinos desapareceram.

Antigos caminhos deixaram de existir.

E aqueles que sobreviveram encontraram símbolos desconhecidos gravados em pedra por uma civilização que, segundo todos os registros, deveria ter desaparecido milhares de anos antes.

No centro de cada símbolo havia o mesmo desenho:

um sol dourado parcialmente oculto por uma sombra cinzenta.


A Palavra Esquecida

Séculos depois, monges começaram a estudar os fragmentos encontrados nas ruínas.

Eles descobriram que a palavra Nyth era uma antiga forma de escrever aquilo que os homens modernos chamavam de night — uma palavra herdada de tempos muito mais antigos.

Mas havia algo estranho.

Nos manuscritos mais antigos, Nyth aparecia frequentemente associada a palavras que significavam:

silêncio.
sombra.
fim da luz.
presságio.

Os monges passaram a acreditar que seus antepassados não usavam Nyth simplesmente para descrever a noite.

Usavam-na para descrever a noite que não deveria existir.


O Segundo Eclipse

Por gerações, a história foi tratada como superstição.

Até que, muitos séculos depois, o sol começou novamente a desaparecer.

Primeiro, durante alguns segundos.

Depois, por minutos.

E então as sombras começaram a aparecer mesmo quando o céu estava claro.

Os antigos símbolos encontrados nas ruínas começaram a surgir novamente.

Nas muralhas.

Nas florestas.

Nas criptas.

Nas armas de guerreiros que jamais haviam visto aqueles símbolos antes.

E todos apontavam para o mesmo lugar:

Nyth.

Não como uma cidade.

Não como um reino.

Mas como o nome de algo que estava despertando.


O Mundo de NYTH

Hoje, ninguém sabe exatamente o que aconteceu durante o Primeiro Eclipse.

Alguns acreditam que os antigos foram destruídos.

Outros dizem que sobreviveram sob as terras conhecidas.

Há quem acredite que o eclipse não foi um acontecimento.

Foi um aviso.

E existem aqueles que afirmam que Nyth nunca foi uma época, uma cidade ou uma civilização.

Era um nome.

Um nome dado pelos antigos ao momento em que a luz e a escuridão se encontram.

Agora, o eclipse está retornando.

As ruínas estão despertando.

Os antigos símbolos estão reaparecendo.

E os reinos começam novamente a preparar seus exércitos.

Porque todos conhecem a antiga inscrição encontrada no coração das ruínas:

“When the sun is covered, Nyth shall return.”

Quando o sol for coberto,

Nyth retornará.